quarta-feira, 25 de julho de 2007

Perguntas e respostas sobre o assunto: Filho de pai Judeu




Filho de pai judeu.

Status perante o judaísmo.

Sou filho de mãe não judia. Meu pai é judeu. Gostaria de saber seposso considerar-me judeu. Meu judaísmo é muito mais sincero e atuante que o de muitos "judeus naturais" que conheço. O fato de me sentir e praticar o judaísmo do fundo da minha alma não representa nada?

Gostaria também de saber como uma conversão ortodoxa deve ser feita. Como isso ocorre no Brasil. Que diferença vai fazer, na prática, se eu me manter na situação atual, não me converter e continuar praticando meu judaísmo?

RESPOSTA:

Claro que sentir e praticar o judaísmo do fundo de sua alma representa muito! Significa que se você está disposto a abraçar o judaísmo como seu verdadeiro e único guia de vida, certamente está disposto a lutar para oficializá-lo, ou "legalizá-lo", para mante-lo de forma que seja aceito e reconhecido por todos, em qualquer lugar do mundo, mas principalmente por D'us, que nos deu a Torá e estabeleceu que para ser judeu, deve-se nascer de ventre judeu.

Infelizmente este é o preço que muitos filhos ainda pagam pelo casamento misto de seus pais: o de ter que optar a certa altura de suas vidas e ter que enfrentar o fato de ser necessário uma conversão para tornar-se judeu.

Mas se você é convicto em D'us, na Torá Divina e em suas diretrizes a resposta se encontra na mesma fonte: para tornar-se judeu é necessário praticar as 613 mitsvot (Shabat, Cashrut, tefilin, etc).

A conversão deve ser realizada sob a orientação de um rabino ortodoxo para que tenha validade e siga as orientações de nossos sábios, conforme estabelecido pela Torá.
Conversões foram proibidas de ser realizadas no Brasil há vários anos pelo Supremo Tribunal Rabínico de Israel, justamente por constatarem que a maioria era realizada sem critério algum, e muitas, por interesses alheios à prática sincera do judaísmo. Mas a conversão pode ser realizada em países da Europa, em Israel e Estados Unidos.

Uma pessoa deve tornar-se judia através da conversão para que seja considerada como tal, pois através deste procedimento se tornará apta a receber uma neshamá, uma alma judia. Isto só se torna possível através de uma conversão válida, após passar por diversas etapas que a preparam para a conversão, entre as quais o estudo e prática da Torá, sob a orientação de um rabino competente.

Caso deseje manter-se do modo como está, isto é, acreditando que não necessita de uma conversão e apenas basta "sentir-se" judeu, deverá estar ciente que estará sujeito a enfrentar situações constrangedoras e embaraçosas no futuro, tanto na hora de casar, como também para os futuros filhos.
Será que este filho deseja fazer com que seus futuros filhos passem por situações embaraçosas? As mesmas que teve que enfrentar?

Esperamos ter lhe ajudado, e embora não seja uma tarefa fácil, se você ama o judaísmo deve estar disposto a transpor todas as barreiras e vencer todos os obstáculos para chegar lá: tornar-se judeu de corpo e alma.

Torá tsivá lanu Moshé morashá kehilat Yaacov. (Deuteronômio 23:4)




Torá tsivá lanu Moshé morashá kehilat Yaacov. (Deuteronômio 23:4)


A Torá que Moisés nos ordenou é uma herança para a congregação de Jacob. Cada judeu tem direito à Torá. Não importa que seja rico, pobre, alto, baixo, gordo ou magro. Até mesmo aquele judeuque nem sabe direito o alef bet precisa da Torá e pode cumprir as mitsvót de um jeito muito legal.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Eis o motivo da Frase: ECCE HOMO (Eis o Homem).

Dizem que sou Austero. Prefiro me chamar Estóico.

"Estóico quer dizer: um homem que na enfermidade se encontra feliz que no perigo se considera venturoso que desprezado e caluniado se acha satisfeito. Mostra-me então um que esteja no caminho de o ser. Mostra-me um homem conformado com a vontade divina, que jamais se queixa dos “deuses”, nem dos homens, que nunca veja frustrados os seus desejos, que nada se lastime, a quem a cólera não assalte, nem a inveja, nem a soberba; com um corpo mortal, ou a alma imortal, sustenta um contato secreto com D’us e anele despojar-se de uma vestimenta mortal para unir-se a Ele em Espírito”.

Sou aquele que no dia 17 de outubro de 1974 ás 17:00h. Nasci chorando, cresci, me machuquei, peguei catapora, aprendi o que era certo e o que era errado ainda criança, mesmo sem ter o direito de errar como uma criança. Soube fazer escolhas certas, mas muitas vezes erradas.
Descobri que nem todo mundo queria o meu bem, mas soube perceber quem queria fazer apenas o bem.
Aprendi que o luxo é bem melhor que o lixo, e que não é necessário carregar resíduos para o resto da vida.
Percebi que nem tudo é para sempre e que aproveitar o hoje é bem melhor do que sofrer o amanhã. Contaram-me que príncipe encantado, país das maravilhas e fadas não existem, e que sonhos se realizam sim, basta acreditar e lutar muito por eles. Depois de certa maturidade, vi que poderia ser mais eu, então comecei a manifestar mais carinho aos que se faziam presentes em certos momentos da minha vida. Sofri, chorei, cantei e cá estou hoje, tentando rir das cousas que passei... Aprendi que em vez de dar um beijo na face de alguém, devemos beijar-lhe a alma, pois a mesma não tem sexo, e não poderei ser taxado de homossexual, aprendi também que antes de me fazer feliz, tinha que fazer outros felizes, pois os mesmos já haviam me feito muito feliz.
Enfim, o que realmente importa hoje para mim, se resume nesta frase bem ai em baixo.

Um beijo na alma e seja feliz

  Crônica de um corpo que pede pausa. Hoje me peguei pensando no que se passou na semana passada. E nesta semana? Também pensei. Semana pas...