
O que a aprovação do casamento gay tem a ver com o mundo corporativo?
Mudanças na legislação refletem transformações de valores nas sociedades
Adaptação Prof. Charles Rogers
Recentemente, a Argentina legalizou o casamento entre cidadãos do mesmo sexo, e passou a integrar o pequeno grupo de países (como Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica e Canadá) que têm a garantia expressa em suas constituições. Como já era de se esperar, a decisão não passou imune a críticas. Mas não há dúvidas de que a medida – aceita pela maioria da população dos lugares onde foi aprovada, na prática, tem representado mais que uma simples mudança na legislação. O reconhecimento legal à união entre homossexuais reflete a lenta construção de novos valores que, aos poucos, as sociedades estão aprendendo a cultivar.
O casamento gay ainda é um tabu, assim como várias outras questões foram ou continuam a ser. Mas, assim como o fim da segregação racial, por exemplo – que não eliminou, de vez, a discriminação do negro, o reconhecimento legal da diversidade demarca a transição entre dois momentos distintos, e vem eliminar barreiras que ainda resistem em diversos setores, inclusive, no mundo corporativo.
"Ainda caminhamos a passos lentos nesse sentido, mas em algumas empresas encontramos programas específicos que visam promover a diversidade. As grandes, sobretudo, tentam aumentar a participação feminina em seus quadros e evitar tanto a discriminação racial quanto em relação à orientação sexual dos profissionais", afirma Julio Sergio Cardozo, livre-docente da UERJ e consultor de empresas.
Para Cardozo, as companhias que conseguem enxergar a diversidade em suas equipes com respeito conseguem melhores resultados. De acordo com o consultor, diante do preconceito as "pessoas se ofendem, ficam desmotivados e produzem menos, porque querem ser reconhecidas e respeitadas por suas habilidades e não por sua orientação sexual".
Cardozo ressalta ainda que a discriminação "afeta a capacidade da empresa recrutar talentos, que, não necessariamente, são todos heterossexuais". Para o consultor, "o mais importante é ter pessoas com perfis e habilidades diferentes, que se completam. Não importa o sexo, nem a cor".
Preconceituoso, eu?
"O grande problema que ainda vejo é o preconceito velado que existe entre as pessoas", afirma Julio Sergio Cardozo. Segundo o consultor, ainda é comum, mesmo aquelas pessoas que dizem não praticar nenhum tipo discriminação, agirem de maneira desrespeitosa. "Quando há brincadeiras ou piadinhas de mau gosto é uma demonstração clara de que existe preconceito", afirma Cardozo.
Diversidade cultural
Em um mundo cada vez mais interligado, outro aspecto fundamental a ser observado dentro das empresas é o respeito às diferentes culturas. No entanto, segundo Cardozo, são poucas ainda as que estão atentas à questão. "Muitas, não se preocupam com a diversidade cultural. Uma pesquisa da Ernst & Young feita com 520 executivos de empresas globais revelou que apenas 5% de seus líderes atuam fora do país-sede. Se os executivos estivessem espalhados por diferentes pontos do mundo, teriam experiências distintas para compartilhar", afirma o consultor.
E você, o que acha: O respeito à diversidade é importante para as empresas?
Obs.: Faça seu texto e entregue no dia da prova (apresentação da tese oral)
Em análise parto do pressuposto que no Cap. XIV - Da condição natural da humanidade relativamente à sua felicidade e miséria. In: O LEVIATÃ – Thomas Hobbes
Segundo Hobbes, em estado de natureza todos os homens são iguais. Pois, qualquer homem, utilizando de astúcias pode matar outro mais forte que ele. Diz o filósofo que, no estado de natureza ninguém tem garantia de nada. Nem de sua própria vida. Para evitar a insegurança o homem deve antecipá-lo por meio de um contrato admitido por todos o qual, reunirá o máximo de força e poder. Segundo Hobbes, no estado de natureza o homem é individualista e arrogante. O pacto de formação do Estado é que mantém o respeito de uns para com os outros. Antes da formação do Estado – no estado de natureza -, os homens viviam em “guerra de todos contra todos”. Antes da formação do Estado não existia a possibilidade de nenhum progresso. Os homens viviam em condições deploráveis. Hobbes lembra ainda que, a experiência do dia-a-dia nos revela a natureza má do homem no conviveu social. O filósofo dá como exemplo o fato de que; mesmo tendo leis que nos protegem não dormimos com as portas abertas. No estado de natureza nenhuma ação é condenatória até que exista uma lei que o proíba. E nenhuma lei pode ser feita antes de eleger um responsável. No estado de natureza não existe noção de justiça e de injustiça. Não existe poder comum e nem lei. O medo da morte e o desejo de viver confortável levaram os homens a entrarem em acordo em prol da paz. Com isso, nasce o Estado.
Com base neste capítulo e analisando o contexto do factum afirmo que um estado democrático de direito só pode ser realmente reconhecido quando reconhece em seus cidadãos os seus direitos estabelecidos e garantidos em leis igualitárias e acima de tudo que respeite a condição humana em sua pluralidade. Só chegaremos realmente a viver em um mundo ético, quando paramos de conjugar o verbo Eu no singular e sim por Nós nos plural, sem pensarmos que deixamos de ser quem somos, mas, reconhecermos no direito dos outros os mesmos direitos nossos numa sociedade democrática constituída.
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