sábado, 17 de outubro de 2009

Parabéns - Mazal Tov!




Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.

Cada idade tem a sua beleza e essa beleza deve sempre ser uma liberdade.

Festejou-se o aniversário de um homem muito modesto. E apenas no final do banquete é que se percebeu que alguém não tinha sido convidado: o festejado.

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

Em suma.

Seja feliz!
Afinal não é sempre que alguém faz 35 anos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Além do Bem e do Mal


Além do bem e do Mal


Friedrich Nietzsche


"As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar".


"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são".

"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".

"Sem a música, a vida seria um erro".

"Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós".

"Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos".


"Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição".


Peço desculpas por não posta com frequencia. Infelizmente o meu tempo é corridissimo. Vida de professor público é isto.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Todas estas reflexões e adaptações dos textos de Friedrich Nietzsche foram feitas em uma belíssima conversa entre um café e outro (fora os cigarros) na tarde de inverno do dia 14/07/2009 no Frans’café da Praça Benedito Calixto. Mui grato pela Inspiração!

O que alguns chamam de depressão eu chamo de maturidade
O Efeito da Verdadeira Maturidade



A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mal. Por fim, quando, à força de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e, tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outonal.

Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'

(...) Quem quiser seriamente ser livre perderá de mais a mais, sem qualquer constrangimento, a propensão para os erros e vícios; também a irritação e o aborrecimento o acometerão cada vez mais raramente. É que a sua vontade não quer nada mais instantaneamente do que conhecer e o meio para tanto, ou seja, a condição permanente em que ele está mais apto para o conhecimento.


Modos de Construir uma Personalidade


Adaptação por Charles Rogers

Modos de construir uma personalidade, ou os oito problemas principais:
Queremos simplificar-nos, ou diversificar-nos?
Queremos ser mais felizes, ou mais indiferentes à felicidade e à desgraça?
Queremos ficar mais satisfeitos conosco, ou mais exigentes e mais impiedosos?
Queremos tornar-nos mais amigáveis, mais indulgentes, mais humanos, ou mais desumanos?
Queremos ser mais prudentes, ou mais impulsivos?
Queremos atingir um fim, ou evitar todos os fins - como, por exemplo, faz o filósofo para o qual toda a espécie de fins tresanda, despropositadamente, a limites impostos, mesquinhez, prisão, toleima?
Queremos ser mais respeitados e mais importantes, ou mais desconsiderados?
Queremos tornar-nos tiranos, ou impostores? Pastores, ou carneiros?

Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'

É Preciso Aprender a amar

Tradução e adaptação do texto original por Charles Rogers.

Que se passa para nós no domínio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para suportá-lo, mal-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionômica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele.
Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade. Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido.
Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

sábado, 28 de março de 2009



A TEORIA DO CONHECIMENTO E O SEU VALOR
Uma pequena reflexão sobre o método

Prof. Charles Rogers Souza Messer.

RESUMO
Pensar em teoria do conhecimento é exigir uma reflexão das mudanças ocorridas na sociedade do conhecimento tendo como base o processo crescente de informatização da vida em sociedade. A realidade, nas duas últimas décadas, tem a marca da ciência e tecnologia, ou do conhecimento. Sob uma outra forma de expressar, corresponde à globalização competitiva, onde a acumulação de capital provocou mudanças na concepção dos valores sociais e morais. Existem muitas maneiras de educar para a construção de valores morais, sociais É função da Escola como instituição educativa, junto á família, educar para a eticidade.
Palavras-chaves: Teoria do conhecimento, globalização, sociedade, mudanças.


INTRODUÇÃO
O que é teoria do conhecimento? O que são valores? Muitas são as interrogações a respeito do conhecimento e dos valores. Questões que o ser humano consciente quer responder embora nem sempre encontre respostas convincentes.
Pesquisadores humanistas concordam que o conhecimento, assim como valores, estão atrelados à educação. “A educação não cria o homem e sim, lhe ajuda a criar-se a si mesmo.”( Debesse). Regina Célia Baptista Belluzzo em sua obra “A educação na sociedade do Conhecimento” afirma que:
“Há necessidade de se entender que aprender é um processo complexo, onde o ser humano deve ser o sujeito ativo na construção do conhecimento, e que este somente se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade. O conhecimento é o principal fator de inovação disponível ao ser humano. O conhecimento não é constituído de verdades estáticas, mas um processo dinâmico, que acompanha a vida humana e não constitui em mera cópia do mundo exterior, sendo um guia para ação. Ele emerge da interação social e tem como característica fundamental poder ser manifestado e transferido por intermédio da comunicação. Assim a capacidade de aprender, de desenvolver novos padrões da interpretação e de ação, depende da diversidade e da natureza vária do conhecimento”.

A questão da teoria do conhecimento é um tema inerente às especulações filosóficas, desde a antigüidade grega. É conhecida pelos filósofos como gnosiologia, crítica do conhecimento ou epistemologia.
Em que consiste, a teoria do conhecimento? A teoria do conhecimento pode ser definida como a investigação, acerca do conhecimento verdadeiro. Existem uma diversidade de teorias do conhecimento porque os filósofos sempre se preocuparam com a temática, sendo difícil constatar uma coincidência de pensamento e conceitos entre eles. Dentre os principais princípios da teoria do conhecimento podemos citar as fontes primeiras do conhecimento; o processo que se transforma em juízos; o jeito de considerar a atividade do sujeito frente ao objeto a ser conhecido, sendo tratada, a partir da Idade Moderna, como uma disciplina central da filosofia.
Nesse processo de valorização da teoria do conhecimento colaboraram as obras do filósofo francês René Descartes ( 1596- l650), do filósofo inglês John Loock ( 632- 1704), e do filósofo alemão Immanuel Kant ( l724- 1804), portanto a teoria do conhecimento é uma reflexão filosófica com o objetivo de investigar as origens, as possibilidades, os fundamentos, a extensão e o valor do conhecimento. Por estas razões ela é analisada como uma disciplina central da filosofia.
Para, existir conhecimento é necessário que haja a relação entre dois elementos básicos: um sujeito conhecedor (mente) e um objeto conhecido (a realidade). Só haverá conhecimento se o sujeito conseguir apreender o objeto, isto é, representá-lo mentalmente. Paulo Ronca afirma que “O conhecimento se dá, na possibilidade do indivíduo operar sobre o que percebe ou sobre o que memoriza” (p.124).
“No conhecimento defrontam-se consciência e objeto, sujeito e objeto. O conhecimento aparece como resultado da relação entre esses dois elementos. Nessa relação, sujeito e objeto, permanece eternamente separados. O dualismo do sujeito e do objeto pertence à essência do conhecimento”.
Refletindo sobre os conceitos da teoria do conhecimento, podemos concluir que o conhecimento faz parte de uma argumentação filosófica na construção do saber. Após ter refletido sobre o conhecimento pode-se aprofundar e refletir sobre os valores que fazem parte do conhecimento estruturado e aceito pela sociedade através dos tempos. Mario Sergio Cortella em seu livro “A Escola e o Conhecimento” afirma que:
“ A preocupação com os valores é tão antiga como a humanidade, só a partir do século XIX surge como disciplina escolar. Axiologia ou teoria dos valores, que se ocupa das relações que se estabelecem entre as coisas, seres vivos ou mesmo idéias e a pessoa que os aprecia” (p.45)


DESENVOLVIMENTO
Para Márcia Botelho Fagundes em seu livro “Aprendendo valores éticos” defende o princípio que “A primeira intenção de todo ser vivo é manter-se, mas para nós não é suficiente a mera sobrevivência apoiada em conhecimentos sobre o mundo: é fundamental que a vida valha a pena. Um dos produtos ideais da cultura são os valores”
Os valores são que nem “moldura” da existência individual e coletiva do ser humano, de modo que podemos compreender os atos das pessoas enquanto sujeitos históricos e coletivos, situando-os em um contexto de mundo que informe e eduque as novas gerações com conhecimentos e conceitos. Valores, conhecimentos e preconceitos mudam porque os seres humanos modificam conforme o avanço das ciências e a repercussão no modo de viver de uma coletividade porque a vida é “processo” e processo é mudança, ser humano é ser capaz de ser diferente . A história do homem através dos tempos demonstra que valores e conhecimentos não têm existência autônoma, dependem, para realizar-se, de pessoas inteligentes que os elaborem, atribuindo-lhes significados e dando-lhes suporte de manifestação através de uma comunicabilidade inteligível.
Valores e conhecimentos são construídos a partir de um indivíduo sendo entretanto, sua construção resultado de uma ação coletiva. Muitos são os valores e conhecimentos que atendem aos interesses dos grupos sociais dominantes econômica e politicamente na sociedade, para dar sustentação ao domínio intra-social e reprodução do poder promovendo a difusão de seus conceitos de valores como fossem de todas as categorias sociais.
Pedro Scuro (p.108) comenta que as sociedades modernas se caracterizam por uma grande variedade de valores e, consequentemente, por divergências, muitas vezes extremamente profundas. Conflitos de valores contribuem para gerar problemas sociais. De um lado, porque existem diversas definições acerca do que é melhor para a vida em sociedade, e, de outro, porque os próprios valores geram confusão e estimulam desvios de conduta. (SCURO,Neto Pedro. Sociologia Ativa e Didática.. SP: Saraiva,2003, p.108)
Existem muitas maneiras de educar na formação de valores como:
· podem ser socializados através de hábitos e de forma repetitiva;
· são assimilados no convívio familiar, grupal e social;
· são convicções, premissas de foro íntimo, que é permitido deixá-los crescer, florescer e desenvolver.
Valores morais, éticos, são tão antigos quanto a própria história da humanidade. A luta entre o bem e o mal está presente no imaginário popular como tema em todas as culturas e civilizações.
Quais os valores mutáveis e quais os permanentes? O caminho é longo para que valores se consolidem já que , “não existe vento favorável para quem não sabe aonde vai” afirma Plínio, o jovem filósofo.
É tarefa fundamental orientar os jovens de hoje a construírem um embasamento teórico, seguro e necessário para que façam suas opções, e consolidem seus valores podendo fazer suas escolhas realizando-se enquanto homens ou mulheres felizes. Faz-se necessário, enquanto formadores de opinião, conscientizar e promover as novas gerações para que não tenham que viver mergulhados sós num mundo de “coisas” materiais, promovidos pela indústria do consumo, mas vivam também num ambiente de valores indispensáveis para sua realização pessoal e profissional. São valores fundamentais em nossa convivência: a amizade, a responsabilidade, o respeito, a cooperação, o diálogo, a solidariedade.

AMIZADE
A palavra amizade tem muitos significados. Podemos defini-la como um afeto pessoal, puro, recíproco que se fortalece na convivência. A amizade é sustentada por sentimentos como: a sinceridade, a generosidade e o afeto mútuo. A amizade sincera tem de ser recíproca, precisamos saber dar e receber ao mesmo tempo. O valor da verdadeira amizade se encontra no tratamento afável, compreensível, na convivência e nas relações mútuas.

DIÁLOGO
Podemos definir o diálogo como uma conversação entre duas ou mais pessoas. Saber dialogar é uma habilidade que precisa de aprendizado para se desenvolver. Um diálogo construtivo envolve o indivíduo como um todo: um ser que pensa, que sente e age. Para alcançar um diálogo saudável, há pontos a serem considerados, como: o desejo manifestado das pessoas em participar, a flexibilidade, a tolerância e a empatia. O diálogo também acontece por meio de gestos, palavras e de olhares. O diálogo é fonte de bem-estar, de enriquecimento mútuo e de paz. É fundamental compreender que o diálogo é um valor indispensável para resolver os conflitos sem usar a força física ou através da denominação do outro.
Grande parte da existência humana, as pessoas enquanto seres sociais e políticos passam comunicando consigo mesmo ou com outros. A esta realidade denominamos de diálogo, que pode ser externo ou interno.
Através do diálogo interno, a pessoa que aprendeu a pensar faz análises de situações reais, tece julgamentos, cria sensações, alimenta sentimentos, elabora experiências, toma decisões e planeja ações.
A comunicação com o mundo externo permite influenciar o ambiente social, socializar as idéias e valores, reformula as opiniões, percebe as falhas e aprende.
Estar atentos, reflexivos e cuidadosos, são atitudes sábias porque muitas vezes pensa-se que está ocorrendo um diálogo e o que, na verdade se manifesta, é um monólogo a dois. Acontece quando uma pessoa fala sem dar atenção, sem se importar com a opinião e a compreensão de quem está ao lado.

A RESPONSABILIDADE
A responsabilidade pode ser compreendida como comprometimento ao responder, sem ficar esperando ordens para executá-la ou que lhe façam cobrança. A responsabilidade pode ser percebida sob dois pontos de vista: individual e coletivo. Responsabilidade individual é ser responsável é ter liberdade nas escolhas, tanto para o bem como para o mal e saber assumir as conseqüências da atitude tomada. É corrigir o mal, convertendo-o em bem. O responsável está sempre pronto para responder por seus atos conscientes. Responsabilidade Coletiva é ser comprometido com a coletividade. Isto implica Ter capacidade de influir, intervir na medida do possível, seja na própria vida pessoal e familiar ou mas decisões de um grupo social. A responsabilidade está inserida em outros valores tais como liberdade, justiça e diálogo, já que os valores estão interligados entre si.

RESPEITO
A palavra respeito significa um valor que envolve muitas atitudes importantes como a consideração, a admiração por uma pessoa, cuidado pela natureza, pelos animais e pelas plantas, enfim pelo mundo que nos cerca. E dignidade significa o respeito que temos por nós mesmos. Portanto, respeito é um valor que se refere a nós mesmos e aos outros, sendo que o respeito aos outros é a primeira condição para que as relações sociais aconteçam de uma maneira saudável. A aprendizagem do respeito é construída através da convivência com as pessoas que nos cercam: familiares, e educadores que dão testemunho de como agir respeitosamente.
Constatamos através de estudos científicos que a história é muito complexa, pois quando se é o diferente, se deseja ser aceitos por um grupo ou pela comunidade onde se vive, exige atitudes de tolerância, paciência e humildade, o que não significa se submeter a humilhações. É significativo apreender a conviver e aceitar as diferenças dos seres humanos, pois o respeito exige a convivência com as diferenças, de classe, de raça, de cultura, de crenças religiosas etc.
Saber educar para a eticidade não é “transferir conhecimento”, mas possibilitar condições para que os educandos construam múltiplos saberes e valores morais. Os conceitos disponibilizados e refletidos pelo professor educador será re-elaborado pelo aluno para se constituir conhecimento dele. O conhecimento só é produzido quando é possibilitado à pessoa humana como sujeito de sua história, atuar sobre o que percebe ou sobre o que memoriza. Educar para a vida com responsabilidade exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação e condenação do avanço tecnológico sem fundamentação e convicção.
Para o professor Celso do Santos Vasconcellos em seu livro ”Construção do conhecimento” afirma que a necessidade de atividade para a construção do conhecimento demanda práticas objetivas do aluno e não só o “prestar atenção” ou fazer tarefas.
Durante todo o período da vida, o ser humano entusiasmado com o desenvolvimento da coletividade e da felicidade do outro, constrói conhecimentos. Conhecer como se produz o conhecimento no processo educativo é colaborar com a determinação social do destino dos alunos. Pedro Demo concluiu em sua obra ”Política social do conhecimento” que o conhecimento na perspectiva libertadora deve estar articulado a uma compreensão crítica da realidade, uma vez que, sem isto, o professor não terá como entrar em contradição com o aluno, já que também está marcado pelo senso comum. Portanto, conhecimento consiste numa representação mental de relações coletivas.
CONCLUSÃO
As pessoas não são somente objetos ou objetivos de estudo das ciências, e sim, elementos sociais e centro das atenções dos projetos educativos. É preciso ir além das disciplinas escolares formalizadas para promover, junto aos educandos, a construção do conhecimento a serviço dos projetos das pessoas em sociedade, priorizando a aprendizagem de valores éticos e morais . A função da escola como instituição educativa é a formação da cidadania e não a formação de especialistas. Todo conhecimento do mundo perde seu valor, se não estiver a serviço da inteligência, ou seja, dos projetos sociais das pessoas e da sociedade. Cada educador deve explicitar em palavras ao aluno, a importância de que, como sujeito histórico, de construir conhecimentos, competências e habilidades para se realizar como pessoa e como profissional. Através da educação é possível transformar pessoas e sociedades. O processo educativo é inconcluso segundo a teoria do professor Paulo Freire..

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARANHA ARRUDA, Maria Lúcia e MARTINS, Pires Maria Helena. Filosofando, Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2000.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1997.

CORTELLA, Mario Sergio. A Escola e o Conhecimento : fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez,2000.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. História e Grandes Temas. São Paulo: Saraiva, 2000

DEMO,Pedro. Política Social do conhecimento: sobre futuros do combate à pobreza. SP: Vozes, 2002.

FAGUNDES, Márcia Botelho. Aprendendo Valores Éticos. Belo Horizontes: Autêntica, 2001.

GIRARDI, Justino Leopoldo e QUADROS DE, José Odone. Filosofia Aprendendo a Pensar. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.

HESSEN, Johannes. Teoria do Conhecimento. São Paulo. Martins Fontes, 2000.

SCURO,Neto Pedro. Sociologia Ativa e Didática.. SP: Saraiva,2003, p.108

TELES, Antonio Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. São Paulo, Ática, 1979.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009



Cogito, ergo sum significa "penso, logo existo"; ou ainda Dubito, ergo cogito, ergo sum: "Eu duvido, logo penso, logo existo" é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcança após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e se está sujeito à tal condição, deve de alguma forma existir.
Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais). Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceito como correto e verdadeiro (utilizando-se assim do ceticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição cética). Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que, então, julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava. Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, logo existo). Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes então concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.
A frase "Cogito, ergo sum" aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, Discours de la Méthode (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde. O trecho original era "Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j'existe" e, em outro momento, "je pense, donc je suis". Apesar de Descartes ter usado o vocábulo "logo" (donc), e portanto um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a idéia de Descartes era anunciar a verdade primeira "eu existo" de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogito_ergo_sum"

  Crônica de um corpo que pede pausa. Hoje me peguei pensando no que se passou na semana passada. E nesta semana? Também pensei. Semana pas...