sexta-feira, 23 de dezembro de 2011






Boníssima tarde a todos!

PEACE- PAZ- PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM! 


Chega-se um tempo de reflexão que independe dos costumes, tradições, religião e ideologias. Acredito que este tempo faça ou mexa com qualquer pessoa. Acredito que este tempo, um dia será perpétuo e constante em nossas vidas. Há mais, muito mais, para o Natal do que luz de vela e alegria; É o espírito de doce amizade que brilha todo o ano. É consideração e bondade, é a esperança renascida novamente, para paz, para entendimento, e para benevolência dos homens. Utópico?! Sim. Sou! E acredito que tem outro assim como eu que pensam e idealizam o mesmo. De maneira que de formas tal. Desejo a todos sem exceção alguma, BOAS FESTAS E SEJAM SEMPRE FELIZES!

*Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum.

Ne irascáris, Dómine, / ne ultra memíneris iniquitátis: ecce cívitas Sancti tui / facta est desérta: Sion desérta facta est: / Ierúsalem desoláta est: domus sanctificatiónis tuae et glóriae tuae, / ubi laudáverunt te patres nostri.

Tradução:

*Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo.

Não vos irriteis, Senhor, e não recordeis nossas iniqüidades.
Eis que sua Cidade Santa foi feita um deserto: Sião um deserto tornou-se, Jerusalém está desolada; a casa de Sua santificação e de Sua glória, onde Vos louvaram nossos pais.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um compromisso!


O Anel de Tucum – Um compromisso!

Muita gente, mas muita gente mesmo (alunos e colegas de trabalho) me pergunta o que significa a "grossa argola" negra que carrego no anular da mão direita ou esquerda junto com a aliança de ouro. Bom, imaginando que mão e dedo não interferem no significado do anel de tucum (esse é o nome da tal "argola"), costumo responder que se trata de minha opção pelas lutas populares, pelas classes subalternas (TODAS). Trata-se, pois, de uma aliança popular, de um pacto de honra e determinação por fazer tudo que estiver ao meu alcance, como indivíduo e como ser social, para levar adiante a reivindicação de direitos e a esperança por um mundo realmente humano e fraterno. Na explicação que publico abaixo - encontrada sem autoria nas venturosas páginas da rede mundial de computadores e sensivelmente editada e re-editada por mim - está a origem histórica e religiosa dos grandes pactos, das grandes alianças... E também alguns emblemas para refletir sobre a força e a importância do anel de tucum, que carrego no dedo e, principalmente, no coração, na ação cotidiana apaixonada...

Eram diversos e variados os rituais para celebrar uma aliança. Os mais simples eram: apertar a mão um do outro, dar um presente, trocar de veste ou de armas. Os mais profundos eram: beber ou misturar o sangue um ao outro, ou imergir a mão numa bacia de sangue; às vezes cortavam-se animais sacrificados e passava-se entre eles (cf. Gen. 15-17; Jer 38,18). O sentido desse gesto é que os aliados aceitavam a sorte de tais animais, caso quebrassem a aliança ou não cumprissem suas obrigações. Daí o papel importante desempenhado pela aliança tanto na vida privada quanto na vida pública entre os povos que viviam em organização tribal.

Conforme a tradição bíblica, Deus celebrou várias alianças com seu povo ao longo da história, culminando na pessoa de Jesus de Nazaré. Desde então os seus seguidores passaram a falar em antiga e nova aliança. Assim como a antiga aliança foi constituída pelo sangue dos animais sacrificados (Ex 24,8), a nova aliança foi constituída pelo sangue de Jesus Cristo (Heb 9,11-20;10,1-18).

No rastro dessa tradição, renasce o simbolismo da Aliança no Anel de Tucum, extraído de uma palmeira da Amazônia, cheia de espinhos, o símbolo do compromisso e da aliança com as causas dos oprimidos, excluídos e marginalizados - e suas lutas por libertação.

Foi na década de 70 que o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) adotou e divulgou o Anel de Tucum, hoje usado no mundo inteiro por quem assume a luta pelas causas populares, misturando-se com a sorte dos pobres da terra.

Esse símbolo foi bem escolhido, pois assim como é penoso fazer o anel de tucum, também é árdua a luta por dignidade, vida, esperança e paz.
O cantor e compositor Rubinho do Vale possui uma belíssima canção que retrata muitíssimo bem o sentido da aliança expressa pelo anel de tucum. 

Vejamos a letra de "Canção da Esperança":

A canção da esperança que vou anunciar
Vem como a luz do dia
Vem trazendo a aliança do céu com a terra e o mar
Tudo será harmonia
São notas musicais que o silêncio bonito traduz
Sentimento de paz vem de tempo infinito de luz
Toda a humanidade vai ver que a bondade
Na verdade é um grande dom
Esse tempo novo vai encantar o povo
Na certa quem viver verá que é bom
A canção da esperança que venho anunciar
Na linda luz desse dia
É o caminho da bonança bom pra gente caminhar
No brilho da harmonia
Com amor a justiça e a paz se abraçarão
A felicidade da fraternidade é união
Para ter clareza de toda essa beleza
É preciso abrir o coração
Nessa nova era de nova primavera
O meu canto é uma celebração

domingo, 4 de dezembro de 2011

A existência de mais uma opção.



Parece que passamos a vida decidindo, e, ainda que a maioria das pessoas não tenha essa consciência, os momentos de decisão são, também, momentos de ansiedade. Só que uma ansiedade que deriva de uma coisa boa: a existência de mais de uma opção.
A rigor, a ansiedade de escolher é a de ser livre. Escolher é exercer a liberdade, com suas prerrogativas e responsabilidades. E a liberdade só pode ser bem exercida por quem está preparado para ela, ou seja, quem tem maturidade intelectual e emocional para tanto. A liberdade é um valor adulto.
Poder escolher é uma conquista. Então por que às vezes sofremos com isso? A escolha é um privilégio, o problema é a renúncia. E o que nos martiriza são as renúncias definitivas ou aquelas que nos causam insegurança. Para os mortais comuns como eu, a escolha da carreira, por exemplo, significa renunciar a uma grande quantidade de opções, talvez melhores.
Então estamos condenados a conviver com a dúvida de termos feito a escolha certa? Se tomar uma decisão provoca ansiedade, muito pior é não ter a oportunidade de decidir.
Em inglês, escolher é "to choice", mas os americanos, sempre práticos, utilizam uma expressão curiosa para falar sobre escolhas, especialmente no mundo dos negócios, em que os executivos vivem tendo que tomar decisões - "trade off". Mais do que uma escolha, a expressão "trade off" quer significar uma troca.
E a troca significa uma espécie de condenação determinista a que todos estamos sujeitos. Afinal, não se pode ter tudo. Quer isto? Então não vai ter aquilo! E lamba os beiços, porque tem gente que não vai ter isto nem aquilo - parece dizer o “destino”, com seu olhar de reprovação diante de nosso desespero. Que 2012 seja um ano doce e bom. As minhas escolhas eu já fiz, agora é só esperar.

Boa tarde e seja feliz!

  Crônica de um corpo que pede pausa. Hoje me peguei pensando no que se passou na semana passada. E nesta semana? Também pensei. Semana pas...