quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ócio

Bom dia per tutti! Este é aos que gostam de ler e refletir comigo.

Hoje acordei pensando na monotonia de alguém que mora há vários anos só e tem uma vida como posso definir boa dentro das possibilidades. Não é de tudo ruim! Agora mesmo, preparando algumas aulas, organizando textos, vendo vídeos e músicas (minha essência depende delas), me vi pensando no silêncio da minha casa (chamo de santuário) acho que mesmo que eu convide alguém para vir aqui, quem realmente deixa a pessoa entrar é a casa. Ela tem personalidade e estilo próprio, quantos amigos, amigas e até familiares eu já chamei e da porta voltaram. E os que entraram não mais queriam sair. Podem me chamar de esquizofrênico, já não ligo mais com os títulos honoríficos que recebo por falar algumas coisas que penso e acho sobre politica, religião, sociedade, história, filosofia, psicologia, psicanalise e tudo mais que envolva a nossa humanidade. Este texto vai para um blog que tenho há alguns anos na net onde faço minhas reclamações, desabafos e reflexões – E sei que lá tenho um “povo” normal assim como eu que se coloca a fazer sua metamorfose psíquica da essência. Então pensei em antes de publicar no dito blog, fazer uma pró-análise aqui no facebookson. Como tenho de arrumar a casa, organizar os livros, retocar uns pontos e depois organizar meu corpo, pensei que fazer um texto para pública.
Francamente não sei como explicar, e também não adiantaria nada se o seu "Para sempre" não for igual ao meu.
É como se eu não soubesse o porquê de estar aqui, é como se eu fechasse os olhos e tudo isso não passasse de coisas que não tem o porquê de estarem onde estão.
Sabe quando a cabeça luta contra tudo a sua volta e seu coração insiste naquela melancolia monotonia?
Sabe quando tudo parece real, só que é igual quando se esta dormindo, e quando se toca, estava apenas sonhando?
Se eu pudesse definir o amor, eu diria que é como você dizer que ama Paris, sem sequer ter ido até lá, é como se você não soubesse o que é o amor realmente, mas você sabe que ele esta ali, você o sente de alguma forma, já a desilusão não se enquadra em nenhum ritual, ela eu definiria como "imprevisível". É como se você ficasse com sono quando não se pode dormir, e ficar como uma energia e tanto quando a cama esta ao seu lado. Alias, não sei o porquê estou falando isso aqui, sendo que a pergunta que mexe com todos meus instintos é: O porquê de tudo isso?
Porque este quarto creme quando tudo na minha mente esta obscuro? Sem respostas?
Porque será que tenho que sorrir quando na verdade eu quero gritar?
Porque arrumar a bagunça da minha casa quando na verdade a parte mais importante do meu corpo esta confusa, minha cabeça?
Porque existem as estrelas se quando a nuvem chega elas desaparecem?
Será que é para termos a certeza de que ela sempre voltara a brilhar? Mas a questão é... E se não brilhar?
Para que falarmos que algo é para sempre se não temos a certeza?
Porque temos que nos preocupar com o final, se o começo não esta nem começando?
Porque acender a luz do quarto quando o resto da casa esta no escuro?
Será que estamos tentando esconder algo?
Pra que as lembranças se elas prejudicam o coração?
Porque as crianças insistem em desenhar casinhas na floresta? Ah, já sei, talvez esses desenhos deram inicio às favelas ou nós que estamos sonhando demais?
O que estamos tentando disfarçar? O que será que nos machuca tanto?
Às vezes pelo simples fato de citarmos essa palavra já machuca.
Certamente a melhor forma de viver é olhar para o final para entendermos o começo e o presente, mas como isso é possível se no final todas nós estaremos mortos?
Pra que criar seu mundo de fantasia se o carnaval já passou?
Pra que se mostrar forte se você esta acabado por dentro?
Pra que insistir em algo no qual já nos mostra o final?
Será que ainda temos a esperança de que algo mude a esta altura do campeonato?
Às vezes nem eu sei direito quem sou, e falar de amor, já se tornou algo perigoso...
Porque será que o amor nos faz sofrer sendo que, poxa, era pra ser a coisa mais bonita do mundo, será que é realmente de amor que estamos falando, ou algo parecido?
Quantas perguntas né?
Mas a questão é: se não existissem as perguntas, quem precisaria das respostas?
Respostas que ninguém sabe se um dia vai chegar, e se talvez algum dia chegar, certamente será no final...
Mas, no final não estaríamos Mortos? (risos) Eu colocarei na minha lapide a seguinte frase de Drummond: ”Eu não estou aqui”. Se você veio aqui para me visitar nem precisava sair de casa. Pois quando você pensou em mim eu já estava com você e você nem percebeu!

Charles Rogers Souza da Silva

  Crônica de um corpo que pede pausa. Hoje me peguei pensando no que se passou na semana passada. E nesta semana? Também pensei. Semana pas...