Bom dia per tutti! Este é aos
que gostam de ler e refletir comigo.
Hoje acordei pensando na
monotonia de alguém que mora há vários anos só e tem uma vida como posso
definir boa dentro das possibilidades. Não é de tudo ruim! Agora mesmo, preparando
algumas aulas, organizando textos, vendo vídeos e músicas (minha essência depende
delas), me vi pensando no silêncio da minha casa (chamo de santuário) acho que
mesmo que eu convide alguém para vir aqui, quem realmente deixa a pessoa entrar
é a casa. Ela tem personalidade e estilo próprio, quantos amigos, amigas e até
familiares eu já chamei e da porta voltaram. E os que entraram não mais queriam
sair. Podem me chamar de esquizofrênico, já não ligo mais com os títulos honoríficos
que recebo por falar algumas coisas que penso e acho sobre politica, religião,
sociedade, história, filosofia, psicologia, psicanalise e tudo mais que envolva
a nossa humanidade. Este texto vai para um blog que tenho há alguns anos na net
onde faço minhas reclamações, desabafos e reflexões – E sei que lá tenho um “povo”
normal assim como eu que se coloca a fazer sua metamorfose psíquica da
essência. Então pensei em antes de publicar no dito blog, fazer uma pró-análise
aqui no facebookson. Como tenho de arrumar a casa, organizar os livros, retocar
uns pontos e depois organizar meu corpo, pensei que fazer um texto para
pública.
Francamente não sei como
explicar, e também não adiantaria nada se o seu "Para sempre" não for
igual ao meu.
É como se eu não soubesse o porquê
de estar aqui, é como se eu fechasse os olhos e tudo isso não passasse de
coisas que não tem o porquê de estarem onde estão.
Sabe quando a cabeça luta
contra tudo a sua volta e seu coração insiste naquela melancolia monotonia?
Sabe quando tudo parece real,
só que é igual quando se esta dormindo, e quando se toca, estava apenas
sonhando?
Se eu pudesse definir o amor,
eu diria que é como você dizer que ama Paris, sem sequer ter ido até lá, é como
se você não soubesse o que é o amor realmente, mas você sabe que ele esta ali, você
o sente de alguma forma, já a desilusão não se enquadra em nenhum ritual, ela
eu definiria como "imprevisível". É como se você ficasse com sono
quando não se pode dormir, e ficar como uma energia e tanto quando a cama esta
ao seu lado. Alias, não sei o porquê estou falando isso aqui, sendo que a
pergunta que mexe com todos meus instintos é: O porquê de tudo isso?
Porque este quarto creme
quando tudo na minha mente esta obscuro? Sem respostas?
Porque será que tenho que
sorrir quando na verdade eu quero gritar?
Porque arrumar a bagunça da
minha casa quando na verdade a parte mais importante do meu corpo esta confusa,
minha cabeça?
Porque existem as estrelas se
quando a nuvem chega elas desaparecem?
Será que é para termos a
certeza de que ela sempre voltara a brilhar? Mas a questão é... E se não
brilhar?
Para que falarmos que algo é para
sempre se não temos a certeza?
Porque temos que nos preocupar
com o final, se o começo não esta nem começando?
Porque acender a luz do quarto
quando o resto da casa esta no escuro?
Será que estamos tentando
esconder algo?
Pra que as lembranças se elas
prejudicam o coração?
Porque as crianças insistem em
desenhar casinhas na floresta? Ah, já sei, talvez esses desenhos deram inicio às
favelas ou nós que estamos sonhando demais?
O que estamos tentando
disfarçar? O que será que nos machuca tanto?
Às vezes pelo simples fato de
citarmos essa palavra já machuca.
Certamente a melhor forma de
viver é olhar para o final para entendermos o começo e o presente, mas como
isso é possível se no final todas nós estaremos mortos?
Pra que criar seu mundo de
fantasia se o carnaval já passou?
Pra que se mostrar forte se você
esta acabado por dentro?
Pra que insistir em algo no
qual já nos mostra o final?
Será que ainda temos a
esperança de que algo mude a esta altura do campeonato?
Às vezes nem eu sei direito
quem sou, e falar de amor, já se tornou algo perigoso...
Porque será que o amor nos faz
sofrer sendo que, poxa, era pra ser a coisa mais bonita do mundo, será que é
realmente de amor que estamos falando, ou algo parecido?
Quantas perguntas né?
Mas a questão é: se não
existissem as perguntas, quem precisaria das respostas?
Respostas que ninguém sabe se
um dia vai chegar, e se talvez algum dia chegar, certamente será no final...
Mas, no final não estaríamos
Mortos? (risos) Eu colocarei na minha lapide a seguinte frase de Drummond: ”Eu
não estou aqui”. Se você veio aqui para me visitar nem precisava sair de casa.
Pois quando você pensou em mim eu já estava com você e você nem percebeu!
Charles Rogers Souza da Silva
Charles Rogers Souza da Silva
